Sábado, 7 de Junho de 2008

As ruas, o mar e o meu amor

Pela tarde seca, de um envolvente gasto
senti-me perder os olhos
no seguir do teu andar,
assim como se perde a magia
perigosa do verbo amar.

Os carros subiam cansados
a irregularidade das ruas,
e os objectos pensantes
bamboleavam o corpo
ao exterior das casas nuas.

Julguei que me fosses o mar, violento
suportando a ansiedade das gaivotas
que num demonstrar de talento
se escondem, pequeninas, nas docas.

Mas o mar, esse foi-se
levando a maré-alta
e deixando a baixa maré
na mistura da areia molhada
que misteriosa não o é.

E voltando às ruas irregulares
caminhadas sem pensar,
levem-nas até aos mares
onde eu a quero amar.

2 opiniões:

Patrícia Lino disse...

e a tua poesia.

Lais disse...

ave maria, guria!
escreva um livro, peloamordedeus!
pelo bem da humanidade....