Pela tarde seca, de um envolvente gasto
senti-me perder os olhos
no seguir do teu andar,
assim como se perde a magia
perigosa do verbo amar.
Os carros subiam cansados
a irregularidade das ruas,
e os objectos pensantes
bamboleavam o corpo
ao exterior das casas nuas.
Julguei que me fosses o mar, violento
suportando a ansiedade das gaivotas
que num demonstrar de talento
se escondem, pequeninas, nas docas.
Mas o mar, esse foi-se
levando a maré-alta
e deixando a baixa maré
na mistura da areia molhada
que misteriosa não o é.
E voltando às ruas irregulares
caminhadas sem pensar,
levem-nas até aos mares
onde eu a quero amar.
Sábado, 7 de Junho de 2008
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2 opiniões:
e a tua poesia.
ave maria, guria!
escreva um livro, peloamordedeus!
pelo bem da humanidade....
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