Surgiste-me, mulher, quando a lívida flor desabrochara
num canto furtivo daquele jardim.
E caminhando, para mim, cantavas
enquanto a flor espreitava o dia.
Não era a tua voz que ouvia
mas a de um pássaro cantando-me ao ouvido…
Esse pássaro trazia até mim a canção escondida entre os teus cabelos…
Uma canção que alegava ser minha
e que o vento invejava.
Toda eu fui, no conforto daquele fim de tarde
ouvidos para a tua música…
A música que te trouxera a mim
e que acabou perdida no rio.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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1 comentário:
transcendental!
na minha humilde opinião...
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