Começa no olhar,
acaba descendo à mais protegida das partes
No primeiro dos sentidos
nasce o desejo,
despe-se a rota das imperfeições…
é nela que nos demoramos
entre a suavidade das curvas
na irregularidade de superfícies
Começa no olhar,
acaba descendo à mais protegida das partes
É o sangue subindo e descendo
o calor aflorando as faces
o suor correndo nas mãos
a boca que se vagueia
e com ela,
a revolta
Tornamos ao início da rota
respirando conhecimento
voltamos ao fundo
descendo todo o caminho
tornado escorregadio
É daí que partimos ao atentado
ao descontrolar de funções
à pressão do batimento
ao segundo da consagração
e ao descanso…
algumas expirações depois
haverá mais
Começa no olhar,
acaba descendo à mais protegida das partes.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
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