Ingressei neste mar de um azul irrequieto
que, pela manhã, me prendeu o olhar.
Cobria-se de um nuvem negra que
por sua vontade não temi
apresentando-se a mim
de uma serenidade não corrente.
Fui, então, embalado pelo seu cantar
saltando de onda em onda,
por vezes provando o sal.
Já muitas ondas passadas
Com o Sol a aproximar, decidiu
não mais me querer
e à areia me foi pousar.
A noite tirara lugar ao dia,
abrindo-me os olhos.
Quando voltei a mim, o céu
não mais era aquele que outrora conheci…
a areia moldava-me o corpo desconfortavelmente…
e a minha presença naquele lugar
havia perdido o sentido.
Já não sei quem sou…
Nem o que sou, para este mar.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
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1 comentário:
Muito bom, continua a escrever.
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